Acho que perdi o jeito com as palavras. São meses sem lhes responder, sem me responder. Tenho pra mim que por isso venho falar de comunicação.
Na bagunça dos meus pensamentos de dezoito confundo significados e apelo para figuras de linguagem, quase sempre a metonímia nossa de cada dia. Ao fim penso que sei muito pouco. E saber muito pouco me avisa o pouco tempo que tenho para tanto descobrir. Como aprender a ser sábio em tão "pouco" tempo?
Venho ser oobjetiva e discutir a plenitude das palavras, mesmo com o meu mal lavado vocabulário. A inspiração partiu da recorrente auto-classificação de meus pensamentos como primitivos.
Atribuí a minha indignação para comigo mesma opiniões um tanto quanto adversas. Opiniões com quais nunca imaginei concordar, mas aqui estou me valendo de dois adjetivos absolutamente plagiados. Só me resta caracterizar meu raciocínio e minha conectividade de pensamentos e expressões de pensamentos como amadora e ingênua.
Quero falar do amadorismo atualmente. Tenho muito o que falar. Minha opinião é a de que os brasileiros são amadores por natureza. E a de que nunca na história se venerou tanto tal qualidade. Deixo o assunto pra outro dia, prometendo rapidez e esperando que a falta de técnica da minha abusada tentativa de expressão também seja venerada, ao menos acolhida.
Enxergo neste assunto anterior uma via de mão dupla; mais uma contradição. Mais prós. Mais contras. Então me cabe associar a este meu ponto de vista a ingenuidade. Sou a contradição em pessoa e admito não me esforçar muito para definir o sim ou o não. Quero distância da praticidade no que diz respeito ao pensar, ao concluir. Sou do contra.
Se sou a favor é pra te contrariar. Como algum dia irei convencer alguém como sendo uma comunicadora eu não sei. Sei que ninguém está atrás de confusão; todos só querem abrir o jornal e aderir a uma opinião por adequação. Eu nunca quis me adequar.
Se alguém está lendo o que acabo de escrever e sabe se existe mesmo memória virtual, me avise. Sou A ignorante em tecnologia. Não sei de que maneira escrever todas essas alucinações afetará minha futura carreira.
Sábado passado foi um desses dias em que me surpreendi cheia de esperança. Esperança essa originária de um artigo que li chamado "A astúcia das palavras". Fui chamada pela astúcia das palavras e no minuto seguinte recolhi a caneta no fundo da mochila e comecei a sublinhar "Em um mundo fascinado pelas imagens e pelas superfícies, os repórteres são vistos como guardiões da objetividade. Com seu apego aos fatos, eles nos impedem de enlouquecer".
Você deve estar se perguntando de onde brotou esperança. A resposta mais uma vez é a contradição: nas palavras do escritor. "'Um repórter não é um simples caçador de imagens (...) Ele deve saber captar as visões do espírito' (...) o jornalismo não é um espelho, em que o mundo se reflete serenamente, mas uma broca barulhenta que, aos trancos, o perfura. No fim do esforço, restam, apenas, palavras".
Possivelmente eu estou no caminho certo. Minha mente é uma batalha iluminista cercada de dúvidas entre o racional e o passional. Me apego aos fatos, mas sou amante das emoções. O que escrevo vem de sentimentalismo barato, de romantismo camuflado de ironia. O que falo já é mais como a tal broca barulhenta. No fim de esforço restam apenas essas palavras pelas quais me apaixonei. A tal linguagem da qual não abro mão.
O artigo também falou de coragem e ainda disse como a luta para um jornalista é uma ética. Me encantei. Vou terminando meu texto quase todo em intertextualidade.
Aos que perseveraram na leitura e detectaram, assim como eu, o contínuo uso das mesma palavras e dos mesmos encaixes linguísticos, considero essas observações parte de um estilo. Estou, agora, orgulhosa de tê-lo e por ora não me envergonho desse ser também um indício de amadorismo. Continuo me atrevendo entre versos.
"Seres da superfície, só com muito esforço afundamos o rosto no oceano. Somos, em definitivo, prisioneiros das imagens; só as palavras nos salvam de enlouquecer. Mesmo com elas, porém, devemos ser prudentes."
26 de abril de 2009
20 de março de 2009
Costa de mim
Venho por intermédio deste veículo pedir desculpas ao navegantes desta minha humilde... escuna? Foi o único meio de transporte marítimo que me veio na cabeça; sabe-se lá porque.
Mas estou de partida novamente. Desta vez vou num barco maior.
Só peço que aguardem minhas viagens em alto mar. Prometo postar dia 25.
Mas estou de partida novamente. Desta vez vou num barco maior.
Só peço que aguardem minhas viagens em alto mar. Prometo postar dia 25.
2 de março de 2009
O Diário da foliã
20/02
"Coisa de Paulista", mais uma expressão fraudulenta do nosso dia-a-dia. Como se não bastassem as inúmeras fraudes com as quais nos deparamos diariamente por aqui. Mas hoje vim falar dessa. Qual a base que temos, nós cariocas, para julgar o perfil de cidadãos que muitas vezes nem conhecemos? Eu, por exemplo, conheço poucos paulistas, conheço pouco São Paulo, conheço pouco dessa rotina peculiar que dizem que eles têm.
Estou curiosa desde o ano passado para passar um tempo observando tal comportamento. Certamente passearei por São Paulo anotando cada comportamento absurdo e cada fato surpreendente. Certamente...
Estou curiosa porque tenho inveja da quantidade de espetáculos que me parecem maravilhosos que chegam primeiro por lá. E porque quando procuro filmes estrangeiros na internet na maioria das vezes eles só existem em locadoras paulistas. Quer dizer paulistanas.
Está aí a grande fraude. Se há um estereótipo social (ou geográfico) deve ser pelo menos corretamente traduzido linguísticamente. "Paulista gosta de shopping porque lá não tem praia". Paulistas têm praia. Paulistanos não. Paulistanos têm inúmeras peças de teatro, inúmeros filmes estrangeiros, inúmeros restaurantes, inúmeros shoppings com inúmeras vitrines...
Olha que desacordo, a carioca aqui começou a sexta-feira de Carnaval marcando de ir para um bloco e terminou no shopping. Vendo um filminho americano mesmo, comendo comida meio americana mesmo e vendo vitrines meio americanas mesmo. Apesar de tudo parecer muito fútil, nenhum ser feminino resiste.
E o bloco ficou pra depois. Foi substituído por uma conversa on-line. Que péssima carioca que eu sou!
15 de fevereiro de 2009
Sou solto em qualquer lugar
Vai começar a minha alegria. Inspirada pelas postagens recentes de uma certa conhecida e pelos preparativos da mais bonita festa do mundo vim dar meu parecer sobre as carioquices mais amáveis. Estarei a bajular minha cidade explendorosamente maravilhosa; descobri até a beleza de uma tarde nublada aqui.
Três meninas empolgadas de baixo de uma árvore na General Osório às três da tarde de sábado esperando a chuva passar.
- Vamos até a pedra pra você poder tirar foto enquanto o bloco não sai.
- Daí quando agente voltar o bloco já deve ter começado a desfilar.
Chegando no Arpoador tinha um tal de Aquecimento Global, depois fui descobrir que é seu primeiro ano. Um bloco que não desfila, toca muitas marchinhas e muito Ben Jor (bem ao gosto do freguês), tem uma vista bem bonita e pessoas em pernas de pau. Tiramos fotos bem bonitas, mas nada como viver aqui e presenciar tudo de bom que essa cidade oferece.
Hoje tive um bom almoço de domingo e a ótima companhia me fez repetir que adoro essa cidade nas nossas conversas interessantes. Moraria em outros lugares no mundo, nos mais diferentes possíveis, mas passaria horas declarando o quanto sou apaixonada pelo Rio.
Na sexta tive uma festa infantil. Alguém muito especial completou um ano de vida. A Ferinha da Titia, assim vamos chamá-lo por enquanto por aqui. Levei a família para encontrar outra parte da família, a que agente escolhe segundo o ditado popular. Brinquei muito, comi muito, ri muito, dancei muito. Topei de tudo; só pelas amigas, porque o quê não faço por elas?
Terminei minha noite de sexta na Lapa. Fui pra uma das muitas festas de gente grande que rolavam por lá. O Monobloco tava cheio, eu não vi o que tinha no Circo e um tal de Mofo me agradou. Lá estava muito agradável mesmo. Boa música e boa frequência (o que exatamente as pessoas querem dizer quando dizem que a frequência é boa?).
Eba! Terminei minha noite de sábado na Lapa também! Fui pro Banga. Dançar. Só dançar. Recomendo dançar muito a noite inteira. Recomendo o banga pra isso. Recomendo companhias maravilhosas na cidade maravilhosa. Liberem suas delícias, parado não dá pra ficar...
Três meninas empolgadas de baixo de uma árvore na General Osório às três da tarde de sábado esperando a chuva passar.
- Vamos até a pedra pra você poder tirar foto enquanto o bloco não sai.
- Daí quando agente voltar o bloco já deve ter começado a desfilar.
Chegando no Arpoador tinha um tal de Aquecimento Global, depois fui descobrir que é seu primeiro ano. Um bloco que não desfila, toca muitas marchinhas e muito Ben Jor (bem ao gosto do freguês), tem uma vista bem bonita e pessoas em pernas de pau. Tiramos fotos bem bonitas, mas nada como viver aqui e presenciar tudo de bom que essa cidade oferece.
Hoje tive um bom almoço de domingo e a ótima companhia me fez repetir que adoro essa cidade nas nossas conversas interessantes. Moraria em outros lugares no mundo, nos mais diferentes possíveis, mas passaria horas declarando o quanto sou apaixonada pelo Rio.
Na sexta tive uma festa infantil. Alguém muito especial completou um ano de vida. A Ferinha da Titia, assim vamos chamá-lo por enquanto por aqui. Levei a família para encontrar outra parte da família, a que agente escolhe segundo o ditado popular. Brinquei muito, comi muito, ri muito, dancei muito. Topei de tudo; só pelas amigas, porque o quê não faço por elas?
Terminei minha noite de sexta na Lapa. Fui pra uma das muitas festas de gente grande que rolavam por lá. O Monobloco tava cheio, eu não vi o que tinha no Circo e um tal de Mofo me agradou. Lá estava muito agradável mesmo. Boa música e boa frequência (o que exatamente as pessoas querem dizer quando dizem que a frequência é boa?).
Eba! Terminei minha noite de sábado na Lapa também! Fui pro Banga. Dançar. Só dançar. Recomendo dançar muito a noite inteira. Recomendo o banga pra isso. Recomendo companhias maravilhosas na cidade maravilhosa. Liberem suas delícias, parado não dá pra ficar...
Brevidades
Perdoem-me os saudáveis em seu sono, mas sou das que sabe aproveitar bem uma noite de insônia. Me recolho ao canto mais fresquinho do meu banheiro e desato a escrever tudo o que penso.
...
Aqui está o tudo, inclusive essa última.
...
Eu nunca soube convencer ninguém. Veja por este texto que agora estás lendo, em nada é muito convincente. Mas sou uma boa cobaia para experimentos musicais. Conheci música pelo comercial do Guaraná Antarctica. Descobri música na primeira série com o Tio Beto e sua seleção de Bossas Velhas.
...
Análise combinatória
UFF , UFRJ , PUC
UFRJ, UFF, PUC
PUC , UFRJ , UFF
...
Remédios são remédios. E loucura é você. E só piora com crise de abstinência; minhas loucuras ainda são as mesmas. Espero não ser tão previsível. Ou só pra você.
...
Dois meses sem Cultura para uma aficcionada em séries e filmes estrangeiros significam dois meses de muita conversação individual em inglês. Desculpe-me a multidão brasileira (e mesmo mundial) que tanto odeia a língua inglesa, mas além do argumento óbvio da sua total necessidade no mundo atual, eu sou bastante fã da língua. Sou fruto de uma geração de louva o rock alternativo, o sotaque britânico, o Artic Monkeys e o Hugh Grant.
Vou defender mesmo. Voltar as aulas, mesmo que dois dias por semana, serviu para ouvir meu professor dizer algo que eu realmente nunca me dei conta. Está certo que sai todo dia nos jornais e todo mundo aprende em geografia, mas hoje eu tive breves cinco minutos de reflexão e me dei conta de que a potência mundial é quem é. E levando em consideração a crise atual, que impacto não?
Em tempos de crise eu sou bolsista no curso de inglês. Irônico não? Ou melhor, lógico. Em tempos de crise eu queria mesmo era ver a posse do Obama. Olha, eu sei que tudo que falo é absolutamente contraditório, mas é meu direito. Em tempos de crise, a menina que se admite concebida por uma geração indie e que supostamente adora a contra-cultura discutiu direitos hoje em inglês?
...
Ser ufanista não resolve o problema; a não utilização de recursos exteriores reprime a capacidade intelectual, que é justamente o que se deve ser estimulado. Investir no imaginário infantil é necessário e fazer isso através das letras é a solução; afinal para bom entendedor da língua portuguesa meia palavra não basta.
...
O fato de que a humanidade continuará aprendendo enquanto tiver capacidade de se surpreender com o mundo é claro e de importância vital para que possamos estimular uns aos outros e então trabalhar unidos em prol da busaca por conhecimento, sendo parte de uma escola universal: a escola da vida.
EVITE FAZER PERÍODOS ÚNICOS. ELES PODEM COMPROMETER A CLAREZA DO TEXTO
...
Nunca mais vou pirar por causa de uma nota como no ano passado.
Nunca diga nunca.
http://www.youtube.com/watch?v=XCVzgwu7qFg
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Aqui está o tudo, inclusive essa última.
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Eu nunca soube convencer ninguém. Veja por este texto que agora estás lendo, em nada é muito convincente. Mas sou uma boa cobaia para experimentos musicais. Conheci música pelo comercial do Guaraná Antarctica. Descobri música na primeira série com o Tio Beto e sua seleção de Bossas Velhas.
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Análise combinatória
UFF , UFRJ , PUC
UFRJ, UFF, PUC
PUC , UFRJ , UFF
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Remédios são remédios. E loucura é você. E só piora com crise de abstinência; minhas loucuras ainda são as mesmas. Espero não ser tão previsível. Ou só pra você.
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Dois meses sem Cultura para uma aficcionada em séries e filmes estrangeiros significam dois meses de muita conversação individual em inglês. Desculpe-me a multidão brasileira (e mesmo mundial) que tanto odeia a língua inglesa, mas além do argumento óbvio da sua total necessidade no mundo atual, eu sou bastante fã da língua. Sou fruto de uma geração de louva o rock alternativo, o sotaque britânico, o Artic Monkeys e o Hugh Grant.
Vou defender mesmo. Voltar as aulas, mesmo que dois dias por semana, serviu para ouvir meu professor dizer algo que eu realmente nunca me dei conta. Está certo que sai todo dia nos jornais e todo mundo aprende em geografia, mas hoje eu tive breves cinco minutos de reflexão e me dei conta de que a potência mundial é quem é. E levando em consideração a crise atual, que impacto não?
Em tempos de crise eu sou bolsista no curso de inglês. Irônico não? Ou melhor, lógico. Em tempos de crise eu queria mesmo era ver a posse do Obama. Olha, eu sei que tudo que falo é absolutamente contraditório, mas é meu direito. Em tempos de crise, a menina que se admite concebida por uma geração indie e que supostamente adora a contra-cultura discutiu direitos hoje em inglês?
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Ser ufanista não resolve o problema; a não utilização de recursos exteriores reprime a capacidade intelectual, que é justamente o que se deve ser estimulado. Investir no imaginário infantil é necessário e fazer isso através das letras é a solução; afinal para bom entendedor da língua portuguesa meia palavra não basta.
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O fato de que a humanidade continuará aprendendo enquanto tiver capacidade de se surpreender com o mundo é claro e de importância vital para que possamos estimular uns aos outros e então trabalhar unidos em prol da busaca por conhecimento, sendo parte de uma escola universal: a escola da vida.
EVITE FAZER PERÍODOS ÚNICOS. ELES PODEM COMPROMETER A CLAREZA DO TEXTO
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Nunca mais vou pirar por causa de uma nota como no ano passado.
Nunca diga nunca.
http://www.youtube.com/watch?v=XCVzgwu7qFg
11 de fevereiro de 2009
A Bíblia
Direto da casa de um amigo, nada amigo, que esquece muitas vezes e que pra isso nós temos que bater aqui. Ele deixa agente esperando uns minutos (charme, segundo a amiga aqui ao lado). Agente senta na cama. Tem sempre um violão. Eu não sei tocar. Eles sabem. Pudera; três anos sentada, no intervalo ou durante as aulas, em banquinhos azuis e ouvindo de todos os tipos em violões e não entendo nada de acordes e notas.
Ainda me gabo de melodias bem compostas; um outro amigo complicado me ensinou a criticá-las. Ele entende de música. Eu não. Pra mim elas são como amigos; sempre falei que amigos são como música, mas é vice-versa. Quando faz tempo que você não vê aquele amigo querido são muitas saudades. E quando você sabe que conhece ele muito bem parece que nada mudou, que a melodia ainda é maravilhosa, há identificação, mesmo que nos julguemos leigos no assunto música. É só que nos sentimos bem.
Estes aqui reclamam de não serem apresentados. São o senhor e a senhora Piada. Muitas risadas por aqui. Muitas sobre a superbanda Charlie Brow Junior. Não presiso explicar qual a facilidade de se fazer piada de tal banda. Mas vou dar nome ao complicado. Mr. Teteca. Raramente visita o meu blog. Mas é um bom amigo.
Descobri que vão e vêem. Algumas faixas estão sempre na Night, na casa de qualquer um. E apesar de aquelas que voltam de vez em quando a ser o hit parade serem muito egoístas, ainda as consideramos insuperáveis. Quero pedir às completamente sumidas que mandem um sinal. Fazemos amigos sem perceber que de verdade estamos fazendo algo. Sem saber que esta construção não é planejada. Ora pois.
Sabemos muitas outras coisas, entre nós. Sabemos qual o dia da colação. E para não desfazer o que é bonito entre amigos, os guardamos. Daqui a pouco o sol se põe. Não fica preocupada mãe, eu to voltando pra casa.
Ainda me gabo de melodias bem compostas; um outro amigo complicado me ensinou a criticá-las. Ele entende de música. Eu não. Pra mim elas são como amigos; sempre falei que amigos são como música, mas é vice-versa. Quando faz tempo que você não vê aquele amigo querido são muitas saudades. E quando você sabe que conhece ele muito bem parece que nada mudou, que a melodia ainda é maravilhosa, há identificação, mesmo que nos julguemos leigos no assunto música. É só que nos sentimos bem.
Estes aqui reclamam de não serem apresentados. São o senhor e a senhora Piada. Muitas risadas por aqui. Muitas sobre a superbanda Charlie Brow Junior. Não presiso explicar qual a facilidade de se fazer piada de tal banda. Mas vou dar nome ao complicado. Mr. Teteca. Raramente visita o meu blog. Mas é um bom amigo.
Descobri que vão e vêem. Algumas faixas estão sempre na Night, na casa de qualquer um. E apesar de aquelas que voltam de vez em quando a ser o hit parade serem muito egoístas, ainda as consideramos insuperáveis. Quero pedir às completamente sumidas que mandem um sinal. Fazemos amigos sem perceber que de verdade estamos fazendo algo. Sem saber que esta construção não é planejada. Ora pois.
Sabemos muitas outras coisas, entre nós. Sabemos qual o dia da colação. E para não desfazer o que é bonito entre amigos, os guardamos. Daqui a pouco o sol se põe. Não fica preocupada mãe, eu to voltando pra casa.
4 de fevereiro de 2009
Totally High

Andando pelas ruas do meu querido bairro, dia desses encontrei um amigo querido. Ouvi um psiu e já ia sendo bastante mal-educada com o qualquer que reparava na minha roupa de ginástica (não que eu seja muito atlética...), quando percebi o quão... querido, era o suposto psiu.
Papo veio e foi num piscar de olhos e usamos tantas expressões como uso agora pra falar de um tempo bom. Desculpem-me, mas eu tive infância e amigos maravilhosos pra compartilhá-la comigo. Lembramos de como garotos de doze anos são chatos e irritantes e como apenas uma menina de doze era capaz de aturar todos eles.
Estão enganados se pensam que a menina de doze era eu. Eu era certamente a estouradinha, a encrequeira e também a que sempre falava do futuro (mesmo ninguém ligando pro futuro aos doze anos). Uma das minhas mais chegadas era a sociável. Ai que inveja!
Todos falavam com ela. E acreditem ela nem era tão bonita, nem oferecida... Fazia a linha moleca amiga de todos. Era até minha amiga! E tinha uma melhor amigo. O mais chato de todos. O mais bonito também...
Mas ele passava longe do meu perfil de prícipe encantado. Não era esquisito e tinha sempre uma piadinha pra fazer sobre tudo. Nunca fui boa para respostas. Lerda, eu pensava demais. Entretanto agente cresceu e começou a perceber que um não vivia sem o outro.
Bom, ainda não sigo em frente sem uma trupe aí... Mas, eu contei que agente cresceu? Pois é. E essa é a notícia ruim. Em um ano temos 'a viagem perfeita, os amigos perfeitos, que viveriam para sempre juntos', e no outro temos um conflito daqueles, e no outro eu encontro o melhor amigo da minha melhor amiga e percebo que ele se tornou meu melhor amigo, mas que eles nem se falam mais.
E esse comentário é pra deixar todo mundo com vergonha mesmo. Menos eu. Sou bem sem-vergonha, como diz papai. E olha como tudo é muito engraçado, cinco minutos antes de cruzar com meu (sarado!) amigo psiu eu liguei pra minha (linda!) amiga sociável procurando uma outra (perfeita) amiga minha e descobri que ela estava onde?
Na pré-estréia do Operação Valquíria. Passaria o dia inteiro escrevendo sobre a beleza de Tom Cruise, mas seria muito pouco diante do que o momento acima fotografado representa.
Algumas coisas eu aprendi crescendo; mesmo sendo essa uma parte nada agradável da vida. Que, sim, o Tom Cruise pode um dia estar ao seu lado. Que você talvez não precise nem estar em NY (que ironia em Lor???). Que pessoas crescem e nem por isso deixam de amar o que representam uma pra outra. Que nem sempre o psiu que você ouve na esquina merece um palavrão como resposta.
Amo todos os meus amigos de infância. Lor esse título foi pra você!
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