Sem coragem não ouve
Nem fala; por quê
Se sem som é bem melhor
vou ritmado pelo viver
novo amor ele me trouxe
esquecer vai ser só.
Fico surdo
Toco surdo
Ela eu mudo
mudo eu fico.
que é como surdo
que falo tudo
Bato de perto
perco o instrumento no meio do show
que ela é bruxa
minho dor só piorou
Pego logo
domino e pou!
Coração ainda bate incerto
nota de lambuja
toque que sobrou
amante da rima de quem amou.
...
Qual o melhor título para o meu descompromissado versinho?
17 de agosto de 2009
16 de agosto de 2009
Between me and my jeans
Inspirada pela co-autoria de objetos simbólicos e suas grandes estórias, resolvi deixar o cartão com seu semi-herói de lado e embarcar nos causos de duas calças jeans.
Foram adquiridas numa quinta-feira de agosto. Uma por uma menina de cabelos morenos soltos e palavras largas, que entrou no provador e ficou aos berros com uma outra altona lá fora. Experimentou seis, todas na promoção, depois de pulinhos sacrificantes para caber dentro de uma 38 levou uma das menos justas.
Outra por uma loirinha de curtas mechas e riso avoado, que entrou na loja com quatro guarda-costas. Não me lembro bem quantas experimentou, mas me adquiriu depois de uma troca de olhares com um dos rapazes, que me elogiou muito em seu corpo.
Acabamos juntas na noite carioca. Na sexta em um show, aonde as duas chegaram cedo e ficaram cheias de opinião contando da vida e de rapazes. Apoiadas sobre o cerco da varanda de um sobrado velho, que era imenso de lembranças, como disse a morena; elas ficaram a procura de príncipes encantados.
Como os que estavam no palco. Ao lado de donzela invejável que formava o trio de rock fazendo o barulho bom de baladas descompromissadas e bem feitas. Certamente as baladas emitiam o som perfeito dos corações pulsantes das menininhas. Duas atrapalhadinhas...
Elas nos levaram pra uma festa privet dos astros da banda e tremiam as pernas ao lado deles. Tiraram foto, fizeram piada, ouviram uma sessão de besteiras boas no banheiro e voltaram pra casa.
Pra no sábado nos encontrarmos de novo. Bater muito. Bater, bater, bater... Somos lindas, não podemos ser modestas. Transformamos os corpinhos das duas e só se fizeram garotos para acompanhá-las nessa noite. Todos ótimos meninos. Comeram salgados numa lanchonete, ficaram parados na porta de uma danceteria, comeram cachorros-quentes na Voluntários e jogaram sinuca o resto da noite.
Sobraram segredos entre nós quatro. Barbas, fuscas, foto, flertes, Top Five. Calças e suas donas.
O "Oi Anna" vai ficar na saudade...
Foram adquiridas numa quinta-feira de agosto. Uma por uma menina de cabelos morenos soltos e palavras largas, que entrou no provador e ficou aos berros com uma outra altona lá fora. Experimentou seis, todas na promoção, depois de pulinhos sacrificantes para caber dentro de uma 38 levou uma das menos justas.
Outra por uma loirinha de curtas mechas e riso avoado, que entrou na loja com quatro guarda-costas. Não me lembro bem quantas experimentou, mas me adquiriu depois de uma troca de olhares com um dos rapazes, que me elogiou muito em seu corpo.
Acabamos juntas na noite carioca. Na sexta em um show, aonde as duas chegaram cedo e ficaram cheias de opinião contando da vida e de rapazes. Apoiadas sobre o cerco da varanda de um sobrado velho, que era imenso de lembranças, como disse a morena; elas ficaram a procura de príncipes encantados.
Como os que estavam no palco. Ao lado de donzela invejável que formava o trio de rock fazendo o barulho bom de baladas descompromissadas e bem feitas. Certamente as baladas emitiam o som perfeito dos corações pulsantes das menininhas. Duas atrapalhadinhas...
Elas nos levaram pra uma festa privet dos astros da banda e tremiam as pernas ao lado deles. Tiraram foto, fizeram piada, ouviram uma sessão de besteiras boas no banheiro e voltaram pra casa.
Pra no sábado nos encontrarmos de novo. Bater muito. Bater, bater, bater... Somos lindas, não podemos ser modestas. Transformamos os corpinhos das duas e só se fizeram garotos para acompanhá-las nessa noite. Todos ótimos meninos. Comeram salgados numa lanchonete, ficaram parados na porta de uma danceteria, comeram cachorros-quentes na Voluntários e jogaram sinuca o resto da noite.
Sobraram segredos entre nós quatro. Barbas, fuscas, foto, flertes, Top Five. Calças e suas donas.
O "Oi Anna" vai ficar na saudade...
4 de agosto de 2009
Pedindo perdão pela ausência
Palavras velhas de um amor puído
O cartão melancolicamente empoeirado, sobrando no fundo da prateleira. Sou eu e uma história de amor. Relatos da vida pessoal de um objeto confeccionado para nutrir os mais belos sentimentos e perceber o mais destemido e deslavado destino dos tolos amantes.
Compraram-me no inverno; no fim de Junho quando todos os cartões mais sofisticados já tinham sido vendidos no dia dos namorados. Época do ano em que os atacadistas estão mais preocupados com o dia do amigo e se esquecem do amor. Eu compreendia a minha ineficiência.
Um rasgo na lateral e o Garfield. O gato laranja sem alma e que não emana nenhum romantismo; estava eu fadado ao fundo do almoxarifado durante o próximo verão. Pois estão, a mocinha chegou.
Olhando a seção de Amizade primeiro, abrindo vários, parecia-me fazer daquela breve leitura uma diversão. Continuava a folhear os múltiplos coloridos já com desinteresse quando avistou a minha estante. O mostruário imenso de ilusões.
Catou os primeiros, mas ela era refinada. Buscou os menos comerciais, os mais autênticos. Descreveu assim o seu amor por ele “Menos comercial e mais autêntico”.
Fui adquirido por seis reais e vinte centavos. O troco ela entregou na mão de um menino de rua. Soube então que tinha a sorte de ter uma dama exemplar.
Quando chegou a casa me pusera na última gaveta, debaixo dos antigos álbuns de figurinhas, com o provável medo de que a mãe descobrisse suas esperanças românticas. A mãe procurando um extrato achou-me depois de duas semanas, mas não comentou nada. Não que eu tenha ouvido. Eu começava a ficar empoeirado novamente quando a moça puxou a gaveta de uma vez, esbaforida; cheguei a pensar que eram novas figurinhas. Mas era a minha hora.
Os materiais infantis forjavam bem a madura donzela que escondia com fitas no cabelo as palavras de um amor destemido, ousado. Seu amado não era ficção, nem ilusão. Descreveu-me suas carícias, seus apelos, seus “maravilhosos lábios inferiores”. Me contou teu amor, me pediu pra não esquecer e disse que éramos muito jovens, muito amigos, e somente.
Que tinha visto um filme que lhe recomendara e estava inspirada. Disse que me amava e que não deveríamos ficar juntos. E que eu nunca a esquecesse. E que seríamos certamente eternos.
Confundiu o embriagante rapaz a quem fui entregue alguns sete meses depois. Durante o outono, no centro da cidade, eles conversavam, riam, gemiam, suspiravam baixinho esses suspiros que só eu compreendo. Ela me arrancou do fundo da mochila junto com um pingente dourado e eu só pude ver as pistas congestionadas de cada um dos lados, em diferentes direções.
Entrei noutra mochila. A dele; o pobre acusado de ter outra. Sem tom de acusação ela só me declarou da nova desventura dele e ele chorou demais quando ela disse que era melhor que não se vissem nunca mais. Ela tomou um ônibus no ponto da direita. Ele tomou um no da esquerda e soluçava amedrontado.
Caiu na cama naquela tarde, enroscou os braços atrás da cabeça e ali permaneceu durante umas duas horas com o cartão no peito, olhando pro teto. As lágrimas rolavam pelo cantinho de seus olhos e o coração, deu pra sentir muito bem, tinha repousado como ele e parecia gemer de dor, não sei bem como, nem por quê.
Gostei dele também. Mais simples, mas nunca comum. Deixou-me na gaveta de cuecas, junto com um bonequinho samurai e o pingente. Quando estava sozinho em casa punha o som alto e eu via seus lábios percorrendo as palavras bonitas que faziam a minha transformação de um cartão qualquer para a história de amor daquele casal.
Chegava a me apoiar na varanda, erguer a mão, ameaçar picotar-me em mil e fazer chuva colorida da avenida lá embaixo. No entanto desistia. Parecia encarar com valentia aquele infinito amor.
Cá estou. Na mala do viajante. Percorri o mundo com o homem apaixonado sem paixão. Ele namorou três anos quase quatro. Abandonou a faculdade. Abandonou a família, mas volta de vez em quando comigo. Virou professor de amor, ensina literatura transformando todas as histórias na sua e de sua amada. Péssima compreensão textual. Mas os alunos gostam, são todos jovens estúpidos que amam em todas as partes do mundo. Como ele foi. E é.
No pé de um pôster de filme americano ele rasurou, quando passava por um cinema abandonado na décima sexta avenida: Mais comercial e menos autêntica.
Recebeu seu último livro pelo correio em alguns meses enrolado no pôster. Com o dito ainda gravado abaixo dos pés dela. Dez anos mais mulher e quase nua, uma estrela. Ele leu o livro inteiro, a procura de qualquer resposta e encontrou no capítulo cinco, página oitenta e cinco.
“Não abuse das palavras velhas de um amor puído. Sua literatura sou eu se meu cartão ainda existe.”
O cartão melancolicamente empoeirado, sobrando no fundo da prateleira. Sou eu e uma história de amor. Relatos da vida pessoal de um objeto confeccionado para nutrir os mais belos sentimentos e perceber o mais destemido e deslavado destino dos tolos amantes.
Compraram-me no inverno; no fim de Junho quando todos os cartões mais sofisticados já tinham sido vendidos no dia dos namorados. Época do ano em que os atacadistas estão mais preocupados com o dia do amigo e se esquecem do amor. Eu compreendia a minha ineficiência.
Um rasgo na lateral e o Garfield. O gato laranja sem alma e que não emana nenhum romantismo; estava eu fadado ao fundo do almoxarifado durante o próximo verão. Pois estão, a mocinha chegou.
Olhando a seção de Amizade primeiro, abrindo vários, parecia-me fazer daquela breve leitura uma diversão. Continuava a folhear os múltiplos coloridos já com desinteresse quando avistou a minha estante. O mostruário imenso de ilusões.
Catou os primeiros, mas ela era refinada. Buscou os menos comerciais, os mais autênticos. Descreveu assim o seu amor por ele “Menos comercial e mais autêntico”.
Fui adquirido por seis reais e vinte centavos. O troco ela entregou na mão de um menino de rua. Soube então que tinha a sorte de ter uma dama exemplar.
Quando chegou a casa me pusera na última gaveta, debaixo dos antigos álbuns de figurinhas, com o provável medo de que a mãe descobrisse suas esperanças românticas. A mãe procurando um extrato achou-me depois de duas semanas, mas não comentou nada. Não que eu tenha ouvido. Eu começava a ficar empoeirado novamente quando a moça puxou a gaveta de uma vez, esbaforida; cheguei a pensar que eram novas figurinhas. Mas era a minha hora.
Os materiais infantis forjavam bem a madura donzela que escondia com fitas no cabelo as palavras de um amor destemido, ousado. Seu amado não era ficção, nem ilusão. Descreveu-me suas carícias, seus apelos, seus “maravilhosos lábios inferiores”. Me contou teu amor, me pediu pra não esquecer e disse que éramos muito jovens, muito amigos, e somente.
Que tinha visto um filme que lhe recomendara e estava inspirada. Disse que me amava e que não deveríamos ficar juntos. E que eu nunca a esquecesse. E que seríamos certamente eternos.
Confundiu o embriagante rapaz a quem fui entregue alguns sete meses depois. Durante o outono, no centro da cidade, eles conversavam, riam, gemiam, suspiravam baixinho esses suspiros que só eu compreendo. Ela me arrancou do fundo da mochila junto com um pingente dourado e eu só pude ver as pistas congestionadas de cada um dos lados, em diferentes direções.
Entrei noutra mochila. A dele; o pobre acusado de ter outra. Sem tom de acusação ela só me declarou da nova desventura dele e ele chorou demais quando ela disse que era melhor que não se vissem nunca mais. Ela tomou um ônibus no ponto da direita. Ele tomou um no da esquerda e soluçava amedrontado.
Caiu na cama naquela tarde, enroscou os braços atrás da cabeça e ali permaneceu durante umas duas horas com o cartão no peito, olhando pro teto. As lágrimas rolavam pelo cantinho de seus olhos e o coração, deu pra sentir muito bem, tinha repousado como ele e parecia gemer de dor, não sei bem como, nem por quê.
Gostei dele também. Mais simples, mas nunca comum. Deixou-me na gaveta de cuecas, junto com um bonequinho samurai e o pingente. Quando estava sozinho em casa punha o som alto e eu via seus lábios percorrendo as palavras bonitas que faziam a minha transformação de um cartão qualquer para a história de amor daquele casal.
Chegava a me apoiar na varanda, erguer a mão, ameaçar picotar-me em mil e fazer chuva colorida da avenida lá embaixo. No entanto desistia. Parecia encarar com valentia aquele infinito amor.
Cá estou. Na mala do viajante. Percorri o mundo com o homem apaixonado sem paixão. Ele namorou três anos quase quatro. Abandonou a faculdade. Abandonou a família, mas volta de vez em quando comigo. Virou professor de amor, ensina literatura transformando todas as histórias na sua e de sua amada. Péssima compreensão textual. Mas os alunos gostam, são todos jovens estúpidos que amam em todas as partes do mundo. Como ele foi. E é.
No pé de um pôster de filme americano ele rasurou, quando passava por um cinema abandonado na décima sexta avenida: Mais comercial e menos autêntica.
Recebeu seu último livro pelo correio em alguns meses enrolado no pôster. Com o dito ainda gravado abaixo dos pés dela. Dez anos mais mulher e quase nua, uma estrela. Ele leu o livro inteiro, a procura de qualquer resposta e encontrou no capítulo cinco, página oitenta e cinco.
“Não abuse das palavras velhas de um amor puído. Sua literatura sou eu se meu cartão ainda existe.”
16 de julho de 2009
avistando um novo ponto
Salve, galera!
Deixe que eu me apresente: Meu nome é Best Friend. Sim, a mesma citada a uns dois posts atrás.
Pois é Anna, eu pensei bastante sobre a sua pergunta. E aí? Temos mesmo uma geração? Não sei. Mas esse assunto não saiu da minha cabeça por essas semanas, então resolvi escrever. É o que fazem os pobres atormentados pelos pensamentos confusos com ideias mais confusas ainda. Enfim, espero apenas que pra você e pra vocês ele tenha alguma coerência. Ou não.

Fomos na sexta, dia primeiro, a uma exposição no CCBB. Foi interessante ver como os artistas expressavam seus sentimentos nas telas diante de uma guerra. Aliais o que seria a arte? Defini-la é um tanto complicado, mas uma coisa é certa: é uma explosão de sentimentos transformados em algo admirável, em algo profundo, filosófico. A exposição se chamava virada russa. Com quadros cubistas mostrando interpretações diferentes sobre a revolução russa. Quase sempre é assim. A arte imitando a vida e vice-versa. Já reparou que nos livros de história sempre tem a imagem de algum quadro pra ilustrar o momento histórico que se está estudando?
Artistas, sempre que deixam uma obra, seja ela literária, musical, teatral, pintada, mostram o que sentiam, com a linguagem e com a visão que se tinha na época. Mas eu me pergunto: daqui a alguns anos, como seremos estudados? Os jovens da era 2000. Caracterizados por... O que? Temos uma característica? Uma geração?
Bem, como jovens que se preze, buscamos o diferente, informação, novidade. Nos dias de hoje o que não falta é acesso a informação. Nascemos praticamente em frente ao computador, a televisão, ouvindo rádio, os vinis já estavam saindo de moda. Descobrimos em segundos, através de uma banda larga, quais são as tendências musicais do norte da Europa, por exemplo, sem ao menos sair do quarto. Sem contar que enquanto o computador baixa todas as musicas ou filmes possíveis, a TV tem mais de 100 canais com seriados, telejornais, novelas, do mundo inteiro.
Diante de tanta interatividade que a nossa querida globalização proporcionou, qual movimento seguir? Acho complicado decidir. Posso dizer ainda que nem se tem mais moda, porque o brega voltou a ser chique, os anos sessenta estão presentes nas roupas, bem como a musica eletrônica no MP3. MP3? Ou seria MP4? 5, 6 ou 7? Iphone, Ipode, Itouch? Não pisque. Porque quando abrir os olhos já vai ter um novo produto, um novo som, uma nova tendência. Mas você também pode voltar ao passado. Os vinis que saiam das lojas quando nascemos, agora voltaram que somos adolescentes. Gostar de Elvis dos anos cinqüenta não te faz mais ser um jovem careta.
A juventude sempre lutou por transformações. Na política, na educação, nos países e no mundo. Isso se refletiu e se reflete na arte. Hoje as transformações, principalmente tecnológicas, vem até nós, e isso também reflete na arte. Mas é tanta diversidade que os movimentos e tendências, da música a pintura, não tem uma característica única. Nossa busca agora é muito mais para nos mantermos ligados a tudo isso do que por uma transformação propriamente dita.Talvez no futuro sejamos estudados como geração X. Porque somos todos mutantes. Temos gostos e aptidões diferentes que tentam entrar em harmonia entre si. X-teen.
Deixe que eu me apresente: Meu nome é Best Friend. Sim, a mesma citada a uns dois posts atrás.
Pois é Anna, eu pensei bastante sobre a sua pergunta. E aí? Temos mesmo uma geração? Não sei. Mas esse assunto não saiu da minha cabeça por essas semanas, então resolvi escrever. É o que fazem os pobres atormentados pelos pensamentos confusos com ideias mais confusas ainda. Enfim, espero apenas que pra você e pra vocês ele tenha alguma coerência. Ou não.

Fomos na sexta, dia primeiro, a uma exposição no CCBB. Foi interessante ver como os artistas expressavam seus sentimentos nas telas diante de uma guerra. Aliais o que seria a arte? Defini-la é um tanto complicado, mas uma coisa é certa: é uma explosão de sentimentos transformados em algo admirável, em algo profundo, filosófico. A exposição se chamava virada russa. Com quadros cubistas mostrando interpretações diferentes sobre a revolução russa. Quase sempre é assim. A arte imitando a vida e vice-versa. Já reparou que nos livros de história sempre tem a imagem de algum quadro pra ilustrar o momento histórico que se está estudando?
Artistas, sempre que deixam uma obra, seja ela literária, musical, teatral, pintada, mostram o que sentiam, com a linguagem e com a visão que se tinha na época. Mas eu me pergunto: daqui a alguns anos, como seremos estudados? Os jovens da era 2000. Caracterizados por... O que? Temos uma característica? Uma geração?
Bem, como jovens que se preze, buscamos o diferente, informação, novidade. Nos dias de hoje o que não falta é acesso a informação. Nascemos praticamente em frente ao computador, a televisão, ouvindo rádio, os vinis já estavam saindo de moda. Descobrimos em segundos, através de uma banda larga, quais são as tendências musicais do norte da Europa, por exemplo, sem ao menos sair do quarto. Sem contar que enquanto o computador baixa todas as musicas ou filmes possíveis, a TV tem mais de 100 canais com seriados, telejornais, novelas, do mundo inteiro.
Diante de tanta interatividade que a nossa querida globalização proporcionou, qual movimento seguir? Acho complicado decidir. Posso dizer ainda que nem se tem mais moda, porque o brega voltou a ser chique, os anos sessenta estão presentes nas roupas, bem como a musica eletrônica no MP3. MP3? Ou seria MP4? 5, 6 ou 7? Iphone, Ipode, Itouch? Não pisque. Porque quando abrir os olhos já vai ter um novo produto, um novo som, uma nova tendência. Mas você também pode voltar ao passado. Os vinis que saiam das lojas quando nascemos, agora voltaram que somos adolescentes. Gostar de Elvis dos anos cinqüenta não te faz mais ser um jovem careta.
A juventude sempre lutou por transformações. Na política, na educação, nos países e no mundo. Isso se refletiu e se reflete na arte. Hoje as transformações, principalmente tecnológicas, vem até nós, e isso também reflete na arte. Mas é tanta diversidade que os movimentos e tendências, da música a pintura, não tem uma característica única. Nossa busca agora é muito mais para nos mantermos ligados a tudo isso do que por uma transformação propriamente dita.Talvez no futuro sejamos estudados como geração X. Porque somos todos mutantes. Temos gostos e aptidões diferentes que tentam entrar em harmonia entre si. X-teen.
30 de junho de 2009
A caixa de cds
Então. A tal caixa de cds...
Foi ela que me despertou. Passei a semana conjecturando a possibilidade da minha geração estar apelando pra originalidade e todas as alternativas alternativas. Aí o Michael Jackson morre e as minhas teorias vão por água abaixo... Elas não são muito fundamentadas, é bem verdade, mas é que eu vejo tantos jovens curtindo coisas tão diferentes e buscando curtir mais coisas que ninguém curte e criando coisas pra ninguém curtir igual, pra no fim a minha conclusão ser a de que isso não passa de mais uma tendência. Mais um fruto do Pop. Caraminholas em confusão!
Salve Michael! Ele era genial, escultural por legitimidade. Por originalidade. Essa discussão é muito difícil, portanto, já cansada de pensar resolvi admitir que toda geração vai ser sempre movimentada por algo POPular, que muita gente curte, que muita gente gosta. Porque somos seres humanos e precisamos do mínimo de identificação pra nos relacionarmos.
Também vai sempre existir a contra-cultura, a oposição (ainda bem!) que irônicamente devido a este mesmo fato é POPular, é recorrente. Porque enquanto houver a réplica haverá grandeza de pensamento.
Parei de me reprimir finalmente. E mergulhei como uma diva na caixa de cds; que é muito pop! Ao invés de aderir a moda dos vinis acho até que vou me apegar aos cds... Pois eles são definitivamente material relíquia da minha geração, afinal de contas o mp3 ainda não caiu em desuso.
Primeiro cd; um rosinha que deve ter sido gravado por mim em 2005. Primeira música Kiss Me Sixpence None The Richer, que ouvi a primeira vez em um clip-montagem de Pacey e Joey, toca em um episódio também. Segunda All Star Cássia Eller, que mamãe sempre amou. Terceira California introdução de The OC. Quarta Pingos de Amor Kid Abelha. Quinta That Thing You Do The Wonders, que antes me lembrava o filme, hoje me lembra a homenagem dos quinze anos de uma amiga. Sexta Vital e Sua Moto Paralamas, mamãe sempre amou também. Aos poucos fui percebendo muitas influências dela. Sétima Um Mundo Ideal que eu sempre preferi em português mesmo. Oitava...
Ah oitava! Como àquele vestido que você amava aos dez anos (àquela bermuda para os meninos); que você acha anos depois no fundo da gaveta; fica fazendo de tudo pra caber em você de novo. Daydream Believer Mary Beth Maziars. Outro episódio de Dawson's. Um flash da pequena Anna Luiza esparramada no sofá da sala comendo brigadeiro às cinco p.m. com os olhos vidrados em mais episódio. Pra mim essa era única verdade.
Nona Último Romântico Lulu. Décima Fazer amor de madrugada. Décima primeira This Kiss Faith Hill outra de um clip-montagem, só que dessa vez de Seth e Summer. Pra terminar a décima segunda Champagne Supernova, episódio 2.14, a descoberta de uma banda incrível.
Segundo cd; um roxinho da época que mil músicas não cabiam em um cd (ou só na minha cabeça era assim). Uma continuação.
1 - Juliette Vanessa Daou, episódio 6.15
2 - Velha Infância Tribalhistas, nem gosto mais... Daquelas que enjoam muito!
3 - This Year's Love David Gray, episódio 4.02
4 - Uma excelente música que eu não consegui achar o nome, episódio 2.07 quando eles pulam na piscina.
5 - Footloose, eu gosto de filme
6 - Faz Parte do Meu Show Cazuza
7 - Nada Sei Kid Abelha
8 - I Hate Myself for Loving You, só me faz pensar que a Joey era piscinana com certeza
9 - Feels Like Home Chantal Kreviazuk, Como perder um homem em 10 dias, favoritíssima
10 - Hey Pretty Girl Bodeans, já parando de encher o saco de quem fez questão de ler até aqui.
Outros sete cds. Várias fugas da minha geração, de acordo com os Cazuzas, Kids e Paralamas. Lembranças de uma época em que curtir uma música não era analisar ideológicamente o seu próprio eu interior.
Caraminholas definitivaente em confusão!
Foi ela que me despertou. Passei a semana conjecturando a possibilidade da minha geração estar apelando pra originalidade e todas as alternativas alternativas. Aí o Michael Jackson morre e as minhas teorias vão por água abaixo... Elas não são muito fundamentadas, é bem verdade, mas é que eu vejo tantos jovens curtindo coisas tão diferentes e buscando curtir mais coisas que ninguém curte e criando coisas pra ninguém curtir igual, pra no fim a minha conclusão ser a de que isso não passa de mais uma tendência. Mais um fruto do Pop. Caraminholas em confusão!
Salve Michael! Ele era genial, escultural por legitimidade. Por originalidade. Essa discussão é muito difícil, portanto, já cansada de pensar resolvi admitir que toda geração vai ser sempre movimentada por algo POPular, que muita gente curte, que muita gente gosta. Porque somos seres humanos e precisamos do mínimo de identificação pra nos relacionarmos.
Também vai sempre existir a contra-cultura, a oposição (ainda bem!) que irônicamente devido a este mesmo fato é POPular, é recorrente. Porque enquanto houver a réplica haverá grandeza de pensamento.
Parei de me reprimir finalmente. E mergulhei como uma diva na caixa de cds; que é muito pop! Ao invés de aderir a moda dos vinis acho até que vou me apegar aos cds... Pois eles são definitivamente material relíquia da minha geração, afinal de contas o mp3 ainda não caiu em desuso.
Primeiro cd; um rosinha que deve ter sido gravado por mim em 2005. Primeira música Kiss Me Sixpence None The Richer, que ouvi a primeira vez em um clip-montagem de Pacey e Joey, toca em um episódio também. Segunda All Star Cássia Eller, que mamãe sempre amou. Terceira California introdução de The OC. Quarta Pingos de Amor Kid Abelha. Quinta That Thing You Do The Wonders, que antes me lembrava o filme, hoje me lembra a homenagem dos quinze anos de uma amiga. Sexta Vital e Sua Moto Paralamas, mamãe sempre amou também. Aos poucos fui percebendo muitas influências dela. Sétima Um Mundo Ideal que eu sempre preferi em português mesmo. Oitava...
Ah oitava! Como àquele vestido que você amava aos dez anos (àquela bermuda para os meninos); que você acha anos depois no fundo da gaveta; fica fazendo de tudo pra caber em você de novo. Daydream Believer Mary Beth Maziars. Outro episódio de Dawson's. Um flash da pequena Anna Luiza esparramada no sofá da sala comendo brigadeiro às cinco p.m. com os olhos vidrados em mais episódio. Pra mim essa era única verdade.
Nona Último Romântico Lulu. Décima Fazer amor de madrugada. Décima primeira This Kiss Faith Hill outra de um clip-montagem, só que dessa vez de Seth e Summer. Pra terminar a décima segunda Champagne Supernova, episódio 2.14, a descoberta de uma banda incrível.
Segundo cd; um roxinho da época que mil músicas não cabiam em um cd (ou só na minha cabeça era assim). Uma continuação.
1 - Juliette Vanessa Daou, episódio 6.15
2 - Velha Infância Tribalhistas, nem gosto mais... Daquelas que enjoam muito!
3 - This Year's Love David Gray, episódio 4.02
4 - Uma excelente música que eu não consegui achar o nome, episódio 2.07 quando eles pulam na piscina.
5 - Footloose, eu gosto de filme
6 - Faz Parte do Meu Show Cazuza
7 - Nada Sei Kid Abelha
8 - I Hate Myself for Loving You, só me faz pensar que a Joey era piscinana com certeza
9 - Feels Like Home Chantal Kreviazuk, Como perder um homem em 10 dias, favoritíssima
10 - Hey Pretty Girl Bodeans, já parando de encher o saco de quem fez questão de ler até aqui.
Outros sete cds. Várias fugas da minha geração, de acordo com os Cazuzas, Kids e Paralamas. Lembranças de uma época em que curtir uma música não era analisar ideológicamente o seu próprio eu interior.
Caraminholas definitivaente em confusão!
28 de junho de 2009
Segunda opinião - LANÇAMENTO
É a primeira vez em dois meses que eu tiro o casaco. Os 40 graus servem apenas de título para as boates do Rio de Janeiro de uns tempos pra cá. Bom, porque lavei os agasalhos fedorentos e tenho saído descombinadamente elegante. Engraçado é fazer faxina de moletom (as lingeries ficam para a Luana Piovani).
Quem disse que somente as virginianas curtem faxina? A nossa grande diferença é que transformamos o ambiente a ser arrumado em um sítio arqueológico.
Prezada Best Friend, qualquer semelhança é puro plágio, puro marketing e pura conhecidência também!
Acontece que as taurinas são obrigadas a fazer faxina, as virginianas são viciadas em e as piscianas chegam até a curtir; é lógico que, como tudo pra nós, somente é agradável quando não planejado.
Como ontem, quando o meu nômade favorito chegou. Sem surpreender ninguém fez uma surpresa (caros amigos leitores, a palavra surpresa é quase sempre associada a algo bom, TOMEM CUIDADO COM ISSO)... boa. Porque o quartinho ao lado do meu não está mais tomado pelos meus livros, papéis, brinquedos, tocas, gorros, sapatos velhos. Eu tive que fazer faxina. Desafio: em poucos minutos. Desde que a rotina artística recomeçou vencê-los não é problema.
Estava eu lá. E TCHAN! Não foi o crânio da Lucy, mas achei uma caixa de cds que procurava há algum tempo. Quem diria que a tal caixa me ajudaria tanto na minha mais recente pesquisa? Porque quem disse que eu abandonei a idéia de trabalhar com método científico. Tenho feito isso apenas como hobby.
As coisas não mudaram por aqui e eu só venho introduzir o tópico central do meu texto depois de seis parágrafos. Nós temos uma geração afinal? Não posso contar projetos sigilosos, mas partilho essa recente dúvida a qual tenho tentado esclarecer.
Sério, porque a minha mãe usava jeans até a cintura e ia pra Mamute, ver os Paralamas, Cazuza, jogava Atari. O meu tio está desolado com a perda do Rei do Pop. A minha vó, mesmo atípicamente vó, enaltece as grandes divas do Rádio, chora ouvindo Taiguara e ainda é loucamente militante, loucamente artista. Mas e eu?
Descobri que não é frivolidade a execução da pesquisa, vis-to-que muitos historiadores pesquisam os tempos atuais, tentando abrir brechas para os que um dia irão pesquisá-lo. Pode até ser saudosimo além da conta ou desilusão precoce. O fato é que eu sempre vivi de passado mesmo, só tenho tentado documentá-lo.
Mentira. Quero também descobrir isso devido aos meus planos sigilosos que só divido com Paula, Cadore e Matheus.
Essa pergunta é a primeira de muitas que vou responder com a ajuda de uma amiga; abrindo uma série de novas idéias que serão implementadas por aqui.
E aí Best, temos uma geração? Podemos prever a geração que seremos um dia?
A minha opinião lê no próximo post. auhauhuahua
Quem disse que somente as virginianas curtem faxina? A nossa grande diferença é que transformamos o ambiente a ser arrumado em um sítio arqueológico.
Prezada Best Friend, qualquer semelhança é puro plágio, puro marketing e pura conhecidência também!
Acontece que as taurinas são obrigadas a fazer faxina, as virginianas são viciadas em e as piscianas chegam até a curtir; é lógico que, como tudo pra nós, somente é agradável quando não planejado.
Como ontem, quando o meu nômade favorito chegou. Sem surpreender ninguém fez uma surpresa (caros amigos leitores, a palavra surpresa é quase sempre associada a algo bom, TOMEM CUIDADO COM ISSO)... boa. Porque o quartinho ao lado do meu não está mais tomado pelos meus livros, papéis, brinquedos, tocas, gorros, sapatos velhos. Eu tive que fazer faxina. Desafio: em poucos minutos. Desde que a rotina artística recomeçou vencê-los não é problema.
Estava eu lá. E TCHAN! Não foi o crânio da Lucy, mas achei uma caixa de cds que procurava há algum tempo. Quem diria que a tal caixa me ajudaria tanto na minha mais recente pesquisa? Porque quem disse que eu abandonei a idéia de trabalhar com método científico. Tenho feito isso apenas como hobby.
As coisas não mudaram por aqui e eu só venho introduzir o tópico central do meu texto depois de seis parágrafos. Nós temos uma geração afinal? Não posso contar projetos sigilosos, mas partilho essa recente dúvida a qual tenho tentado esclarecer.
Sério, porque a minha mãe usava jeans até a cintura e ia pra Mamute, ver os Paralamas, Cazuza, jogava Atari. O meu tio está desolado com a perda do Rei do Pop. A minha vó, mesmo atípicamente vó, enaltece as grandes divas do Rádio, chora ouvindo Taiguara e ainda é loucamente militante, loucamente artista. Mas e eu?
Descobri que não é frivolidade a execução da pesquisa, vis-to-que muitos historiadores pesquisam os tempos atuais, tentando abrir brechas para os que um dia irão pesquisá-lo. Pode até ser saudosimo além da conta ou desilusão precoce. O fato é que eu sempre vivi de passado mesmo, só tenho tentado documentá-lo.
Mentira. Quero também descobrir isso devido aos meus planos sigilosos que só divido com Paula, Cadore e Matheus.
Essa pergunta é a primeira de muitas que vou responder com a ajuda de uma amiga; abrindo uma série de novas idéias que serão implementadas por aqui.
E aí Best, temos uma geração? Podemos prever a geração que seremos um dia?
A minha opinião lê no próximo post. auhauhuahua
9 de junho de 2009
Vinicius já dizia
Peixes no almoço e um capricorniano na roda. E Vinicius já dizia... algo que ninguém se lembrou por inteiro, mas que venho aqui, por intermédio do Dr. Google trazer na íntegra.
A conversa rondou assuntos interessantes e, quem sabe, perspicazes. Assuntos que gosto de discutir com gente como eles. Elas. Ele é quase ela.
Chá vai. Chá vem. Batata vai. Batata vem. Sem bacon! Mas traz o potinho separado...
Cheguei em casa e rodei um trailer no You Tube; de um filme que tínhamos vontade de assistir e que eu já vi. O filme é parte de uma memória estranha que eu acompanhei de perto. Eu sou parte da memória do filme. Que medo de um dia ser um filme!
Recomendo o filme não só pro dia dos namorados. Até porque não existe data mais estúpida. Vincular amor, paixão, adoração, carinho, e o que quer que seja, a uma delimitação de vinte e quatro horas é jogar um balde d'água fria na audácia dos românticos. Dia 12 é dia do túmulo, dos que vivem iludidos achando que amar é tão fácil.
Sou fã dos amores impossíveis. Que a vida pois o fim que agente nunca teria posto. Incoerentemente acredito que esses são os maiores amores justamente por isso. Ainda bem que não são duradouros. São os fogos de artifício do reveillon.
Meus amigos também acreditam nisso. Astrologicamente falando; claro! ; três românticas práticas e um praticamente romântico.
Esse trecho é pra eles.
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
PS.: Pra melhor mãe do mundo também, que recita até hoje de cor. Educação exemplar.
A conversa rondou assuntos interessantes e, quem sabe, perspicazes. Assuntos que gosto de discutir com gente como eles. Elas. Ele é quase ela.
Chá vai. Chá vem. Batata vai. Batata vem. Sem bacon! Mas traz o potinho separado...
Cheguei em casa e rodei um trailer no You Tube; de um filme que tínhamos vontade de assistir e que eu já vi. O filme é parte de uma memória estranha que eu acompanhei de perto. Eu sou parte da memória do filme. Que medo de um dia ser um filme!
Recomendo o filme não só pro dia dos namorados. Até porque não existe data mais estúpida. Vincular amor, paixão, adoração, carinho, e o que quer que seja, a uma delimitação de vinte e quatro horas é jogar um balde d'água fria na audácia dos românticos. Dia 12 é dia do túmulo, dos que vivem iludidos achando que amar é tão fácil.
Sou fã dos amores impossíveis. Que a vida pois o fim que agente nunca teria posto. Incoerentemente acredito que esses são os maiores amores justamente por isso. Ainda bem que não são duradouros. São os fogos de artifício do reveillon.
Meus amigos também acreditam nisso. Astrologicamente falando; claro! ; três românticas práticas e um praticamente romântico.
Esse trecho é pra eles.
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
PS.: Pra melhor mãe do mundo também, que recita até hoje de cor. Educação exemplar.
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